Mídia Programática: Guia Completo para agências e anunciantes
Mídia Programática é um processo de compra de mídia realizado de maneira automatizada, combinando dados e tecnologias para otimizar e aprimorar a entrega de anúncios no ambiente digital.
Neste guia a Publya apresenta as principais características da Mídia Programática e como as agências e anunciantes podem adotar essa estratégia em seu plano de mídia.
O que você verá:
- O que é a Mídia Programática?
- Ecossistema da Mídia Programática
- Como é feita a compra de mídia programática?
- Formatos de mídia para compra programática
- Objetivos disponíveis em campanhas programáticas
- Estratégias e Soluções disponíveis na Mídia Programática
- Segurança de marcas aplicada no digital
- Análise de campanhas programáticas
O que é a Mídia Programática?
Na prática, a mídia programática nada mais é do que uma forma automatizada de comprar espaços de anúncios na internet. Ou seja, essa modalidade de compra conecta anunciantes que desejam divulgar sua marca aos publishers (portais e apps) com espaços publicitários disponíveis para a compra.
Falar sobre mídia programática é falar das tecnologias que intermediam esse processo de compra, e que trazem mais recursos e inteligência para a operação de campanhas no ambiente digital. Mas mais importante ainda, é sobre a forma como essas campanhas são planejadas e executadas dentro dessas plataformas.
Por exemplo, uma agência ou anunciante que possui interesse em veicular uma campanha precisa ter um briefing pré-definido com objetivo, investimento, público-alvo e formatos de mídia (Display, Vídeo, Áudio, etc).
Facilidades da programática
Ao invés de contactar uma série de portais e fornecedores para veicular esta campanha, os profissionais de mídia podem buscar uma Trading Desk que opera campanhas de mídia programática. Essas empresas são especializadas em plataformas DSP, que é a tecnologia para a compra de mídia programática, e que oferecem uma série de benefícios para os anunciantes:
Escalabilidade: As DSPs possuem acesso a quase 100% do inventário de sites disponíveis na web, isso permite que os anunciantes possam impactar a audiência em vários sites e aplicativos numa mesma campanha, e utilizando diferentes conceitos criativos.
Ou seja, ao invés de veicular anúncios em um único portal de notícias, os anunciantes podem direcionar suas campanhas para milhares de sites e aplicativos, numa única campanha.
Além de um alto potencial de segmentação. Por exemplo, quando um usuário pesquisa algum produto online, busca por inspirações sobre o que comprar ou fazer por meio dos mecanismos de busca, visita um site ou aplicativo, ou até mesmo abandona um produto no carrinho de uma loja online, os provedores de dados mapeiam esses interesses e comportamentos para determinar um perfil de consumidor.
Esses dados ficam disponíveis por meio de uma DSP, permitindo que as Trading Desks possam planejar e veicular as campanhas visando alcançar perfis de consumidores específicos.
Vantagens da Mídia Programática
Variedade de mídia: Na mídia programática é possível trabalhar com diversos formatos de anúncio e apresentar diferentes mensagens para o público alvo.
Precisão: Por permitir uma segmentação precisa do público alvo, a mídia programática abre oportunidade para campanhas personalizadas que alcançam grupos de usuários específicos.
Monitoramento: O monitoramento de dados está no centro de todos os processos. As plataformas de compra de mídia oferecem uma série de dados que permitem quantificar e qualificar a campanha durante a sua veiculação. Permitindo o acompanhamento das campanhas em tempo real para entender quais resultados estão sendo alcançados e os ajustes que podem ser feitos.
Custo-benefício: As campanhas programáticas têm índices de ROI (retorno sobre o investimento) comprovado, uma vez que os anunciantes podem identificar os resultados a partir do orçamento investido nas campanhas.
Ecossistema da Mídia Programática
O ecossistema de mídia programática é permeado por uma série de tecnologias que possibilitam a compra de mídia de forma automatizada e simplificada. Veja abaixo uma ilustração de como funciona esse ecossistema:

O que é uma DSP?
Falar de programática, é falar de DSP. A DSP automatiza a compra de mídia e centraliza a operação de campanhas, sendo possível adquirir inventários, hospedar os criativos, acessar audiências específicas de diferentes provedores de dados, aperfeiçoar e analisar a veiculação dos anúncios, e muito mais.
Atualmente, as 3 principais plataformas do mercado são Display & Vídeo 360 (DV360), Xandr e Gama. Saiba mais sobre os diferenciais de cada uma delas aqui.
O que é uma Trading Desk?
As Trading Desks intermediam o processo de compra de mídia para agências e anunciantes. São empresas especializadas na operação de campanhas programáticas via DSP e que também possuem parcerias com diversos outros players.
Dessa forma, os anunciantes podem contar com mais agilidade e personalização na operação de campanhas, sem precisar montar uma operação interna.
Como funciona uma DMP?
Nesse contexto, a DMP (Data Management Platform) é uma ferramenta responsável pela coleta, armazenamento e organização de diferentes fontes de dados (First, Second e Third Party).
Dessa forma, a partir dessas informações é possível conhecer a audiência do anunciante, entender o público impactado pela campanha, e obter insights para desenvolver estratégias mais inteligentes e precisas para alcançá-los.
Alguns exemplos de empresas que fornecem serviços de DMP são Tail, Oracle, Adobe e Mediamath.
O que é uma SSP?
Por sua vez, a SSP é a ferramenta onde publishers podem disponibilizar seu inventário (espaços disponíveis para veicular anúncios no site) para Ad Networks e Ad Exchanges.
Além disso, essa é uma forma de gerar receita para o site, ao alcançar potenciais compradores de espaços publicitários. As SSPs de destaque são Rubicon Project, AppNexus, PubMatic e também o Google Adsense.
O que é uma Ad Exchange?
São responsáveis por fazer a mediação da venda de inventário entre publishers e anunciantes.
O que é um Ad Server?
As equipes de mídia utilizam essa tecnologia para gerenciar e entregar anúncios, e garantem que os anúncios sejam exibidos de maneira adequada e atinjam o público-alvo desejado.
Eles também facilitam o gerenciamento e a otimização contínua das campanhas, permitindo ajustes com base nos dados em tempo real.
Quem são os Publishers?
Por fim, os publishers são os portais de conteúdos, websites, aplicativos que possuem uma audiência endereçável e que disponibilizam espaços para a veiculação de anúncios. Como é o caso do G1, Terra, UOL, entre outros.
Como é feita a compra de mídia programática?
A sigla RTB (Real Time Bidding) representa a negociação da publicidade online por meio de leilão em tempo real, onde a compra é feita por CPM. Através desse método, anunciantes e publishers compram e vendem espaços publicitários por valores mais justos e acessíveis.
- CPM (Custo por Mil Impressões): representa o investimento de cada mil impressões do anúncio. Ou seja, na hora de aplicar o orçamento, o anunciante paga um valor para cada mil impressões.
Antes da popularização desse processo, a compra de espaços publicitários era feita diretamente com os portais, que vendiam aos anunciantes individualmente um determinado número de impressões.
Essa negociação seguia a mesma lógica das mídias tradicionais, como jornais impressos, rádios e televisão.
Vantagens do Real Time Bidding
Com a ascensão do método RTB, o processo de compra de mídia ficou mais rápido e eficiente, permitindo que as impressões sejam compradas unindo o interesse dos anunciantes com a disponibilidade dos publishers.
Outra vantagem é a diversidade do inventário disponível, visto que as campanhas podem ser veiculadas em uma lista maior de sites. Essa característica permite que os anunciantes alcancem diferentes audiências com interesses em temas em comum.
Além disso, o sistema Real Time Bidding possibilita diferentes métricas de otimização. Ou seja, o anunciante pode fazer a contratação da campanha programática escolhendo a métrica que melhor se adequa às suas necessidades.
Principais modelos de cobrança
- CPC (Custo por Clique): A compra gira em torno do número de cliques que o anúncio teve, pagando assim pelos visitantes que chegam ao site da marca. O valor do CPC pode ser obtido através da divisão do investimento total da campanha pelo número de cliques.
- CPV (Custo por Visualização): Segue a mesma lógica de funcionamento do CPC, apenas substituindo cliques por visualizações de anúncios em Vídeo.
- CPA (Custo por Aquisição): É a compra mídia visando uma determinada ação do usuário impactado pelo anúncio. Para trabalhar dessa forma necessário definir uma meta dentro da URL de destino, como preencher um formulário ou acionar algum botão no site.
Formatos de Mídia para compra programática
Display, Vídeo, Áudio, Native Ads e DOOH (Digital Out of Home) são os principais formatos de Mídia disponíveis para compra programática.
A Publya preparou um artigo completo falando sobre as estratégias, vantagens e diferenciais de cada formato e você acessá-lo neste link.

Entre os formatos disponíveis, o Display, conhecido como “banner”, é um dos formatos de publicidade mais usados no ambiente digital, sendo as principais características desse tipo de mídia o alcance e o amplo inventário disponível.

Enquanto isso, o vídeo vem ganhando força na internet, apoiado no interesse dos usuários por esse tipo de mídia. Suas variações podem ser: In-Stream (anúncios veiculados dentro de outros vídeos) ou Out-Stream (anúncios e,m vídeo veiculados em páginas de conteúdo, portais e apps).

Da mesma forma, o áudio digital é veiculado através da inserção de spots de publicidade em podcasts, músicas, e durante a programação de rádios online. Incluindo plataformas de streaming como Spotify e Deezer.

O Native Ads se apresenta como um conteúdo recomendado ou de destaque em sites, portais e blogs de grande acesso. Os principais provedores são Outbrain, Taboola, Verizon Media e DV360.

A Mídia Programática DOOH (Digital Out of Home) é entregue em telas digitais e painéis de LED posicionados em locais de grande circulação de pessoas, como estações de transporte público, shoppings e outdoors.
Objetivos disponíveis na compra programática
Para começar, ao construir uma campanha de mídia programática é necessário definir um objetivo que direcione o seu planejamento, além da forma como a campanha será veiculada e otimizada. Alguns dos principais objetivos para campanhas programáticas são:
- Alcance para impactar o maior número de usuários possível;
- Reconhecimento para divulgar o anunciante gerando awareness para a marca;
- Tráfego que busca atrair usuários para determinada página de um site;
- Conversões que buscam levar usuários a alguma ação, como o preenchimento de um formulário.

Além da definição do objetivo, também é importante ter a definição do público alvo, para que a partir das informações de perfil demográfico, interesse e comportamento seja possível planejar a campanha considerando o contexto do usuário na internet.
Estratégias disponíveis na Mídia Programática
Para realizar a entrega dos anúncios de maneira alinhada ao objetivo e perfil do público-alvo, existem uma série de estratégias que podem ser aplicadas as campanha. Veja abaixo um resumo das principais:
Estratégias baseadas em dados
- Dados Third Party são segmentações criadas por empresas especializadas, provedoras de dados, como Tail e Navegg, que monitoram o comportamento de usuários online para identificar perfis de interesse e comportamento. Os provedores de dados organizam essas informações e disponibilizam os segmentos para que os players do mercado programático realizem a segmentação das campanhas nas DSPs.
- Onboarding de Dados funciona através do uso bases offline do anunciante, como listas de emails ou CPFs. Essas informações são integradas a DSP para buscar os usuários correspondentes e incluí-los na entrega da campanha.
- Retargeting é um recurso que permite impactar usuários que já se envolveram com a marca de alguma forma, como acessando o site ou clicando em outros anúncios. As equipes implementam esse processo por meio da instalação de tags no site do anunciante, identificando usuários únicos para que sejam re-impactados ao longo de sua jornada de navegação.
Estratégias contextuais e geográficas
- Site Lists são listas de sites escolhidos em torno de um tema, como por exemplo “Esportes”, “Moda” ou “Notícias”, indicando em quais portais a campanha deve ser veiculada. Dessa forma, a campanha entrega anúncios para usuários interessados nesses conteúdos.
- Dados Semânticos avaliam o conteúdo e palavras-chave de uma página web, ou por exemplo, a previsão do tempo para entregar a campanha em momentos propícios.
- Hyperlocal é a estratégia que permite a entrega de anúncios em bairros, raios geográficos ou endereços específicos. Também funciona impactando usuários que passaram por um determinado local recentemente, consolidando a presença da marca.
O que são provedores de dados?
São empresas especializadas no monitoramento do tráfego online de milhares de usuários da internet.
Por meio de cookies e dos dados de outros parceiros, os provedores de dados criam e disponibilizam nas DSPs milhares de segmentações baseadas no comportamento e nos interesses dos usuários.
O que possibilita alcançar audiências com base em perfis demográficos, interesses de compra, estilos de vida, região geográfica, e muito mais.
Segurança de marca aplicada na programática
Para garantir maior segurança das marcas que anunciam através de campanhas programáticas, as equipes de mídia aplicam estratégias de Brand Safety, impedindo que anúncios apareçam em contextos desfavoráveis.
As principais medidas nesse sentido são a criação de Site Lists, Blocklists, auditorias externas e ferramentas que promovem a transparência nas campanhas, como o Dashboard de Mídia.
A Publya possui um artigo completo explicando cada uma dessas medidas e você acessá-lo neste link aqui.
Análise e Otimização de Campanhas Programáticas
Diferente dos ambientes tradicionais de veiculação de anúncios, as plataformas de compra de mídia online possuem uma série de dados para avaliação da performance das campanhas.
Dessa forma, é possível ter informações granulares sobre cliques, impressões, performance dos criativos e estratégias da campanha, Ad Exchanges, entre outros.
A partir do acompanhamento desses dados um operador de campanhas tem acesso a informações para guiar análises, retirar insights e aplicar otimizações.
A Publya disponibiliza para todos os seus clientes um Dashboard, onde os anunciantes acompanham em tempo real as métricas de cada campanha veiculada, de forma simples e intuitiva. Saiba mais sobre essa ferramenta neste link aqui.
Qual o papel da Inteligência Artificial na Compra Programática?
As campanhas de mídia programática geram um grande volume de dados que especialistas analisam e otimizam continuamente. Nesse contexto, tecnologias baseadas em Inteligência Artificial surgem para ajudar os gestores de campanhas na entrega de melhores resultados
Uma das principais vantagens das ferramentas de IA está na agilidade em realizar tarefas, levando em consideração o máximo de variáveis e também o aprendizado da máquina sobre o que funciona melhor para cada campanha.
Dessa forma, os operadores de campanhas podem ganhar mais tempo para focar na parte estratégica, enquanto a tecnologia auxilia na parte operacional.
Agora que você conhece o funcionamento da mídia programática, o próximo passo é transformar esse conhecimento em resultados.
A Publya ajuda agências e anunciantes a planejar, executar e otimizar campanhas programáticas com foco em performance, transparência e inteligência de dados.
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